Postado por Redação Créditopara.Vc, 14 de janeiro de 2021 - 17:01.

As primeiras bolsas de valores de que temos notícia datam dentre os séculos XV e XVI, na Bélgica. No entanto no Brasil, a data oficial da fundação da primeira bolsa de valores ainda é motivo de discordância entre autores e o que podemos afirmar é que foi no século XIX.

Primeiramente batizada de Bolsa Livre, a primeira versão da nossa bolsa fechou as portas e, alguns anos depois, deu lugar à chamada Bolsa de Fundos Públicos de São Paulo, mas somente em 1935, quando já funcionava no Palácio do Café no Pátio do Colégio (centro da capital paulista), é que foi batizada como Bolsa Oficial de Valores de São Paulo, mudando de nome para BOVESPA (Bolsa de Valores de São Paulo) em 1967.

Até o início dos anos 60, cada estado tinha sua bolsa própria, as quais passaram a se autorregular em 1965. Por este motivo, as bolsas de São Paulo e do Rio de Janeiro se destacaram e firmaram-se como as mais importantes do país. Enquanto a unidade carioca (BOVRJ), até os anos 1970, era a maior delas, a BOVESPA tomou a liderança em negociações de ações a partir da crise econômica decorrente da ditadura militar.

Apenas nos anos 2000, é que houve a decisão de unificar todas as “bolsas” ainda existentes pelo país, transformando a BOVESPA em um órgão único e oficial para a compra e venda de ações e a BOVRJ ficou responsável pelos títulos públicos que seriam negociados eletronicamente a partir de então.

Em 2005, a modernização ficou ainda mais evidente quando o pregão viva-voz, aquela grande confusão com gente falando alto e muitos telefones, fios e papéis pelas grandes salas que exibiam painéis eletrônicos com as cotações (um dos motivos pelos quais as bolsas ficaram famosas), foi extinguido para dar lugar às negociações 100% eletrônicas. Essa nova prática precedeu o uso do que hoje conhecemos como home broker (que você pode acessar baixando o app do BTG Digital), a plataforma digital doméstica de trading.

No decorrer do tempo, a bolsa brasileira mudou de nome algumas vezes e, entre BOVESPA e B3, como hoje é chamada, passou a se chamar BM&F Bovespa (em 2008) após abrir seu próprio capital (2007) e a fusão com a Bolsa de Mercadorias e Futuros, e em 2017, ao fundir-se com a Cetip (Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos), tornou-se B3 (Brasil, Bolsa, Balcão).

Para conhecer mais sobre a bolsa de valores do Brasil e sua evolução ao longo da história de nosso país, é possível fazer uma visita ao Centro de Memória e Espaço B3 que contam, através de objetos, documentos e espaços preservados, a história da B3.